• Parques eólicos estimulam projetos sociais no semiárido baiano

Parques eólicos estimulam projetos sociais no semiárido baiano

31 de julho de 2019 \\ Geral

Os projetos sociais - que vão do empoderamento de artesãs à criação de hortas comunitárias – , desenvolvidos a partir dos parques eólicos, estão transformando vidas no semiárido baiano. Os 156 parques eólicos em operação, atraídos pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), fortalece e dinamiza a economia do semiárido, bem como traz desenvolvimento social, beneficiando direta e indiretamente as comunidades locais, de acordo com o vice-governador e secretário da pasta, João Leão.

De acordo com dados do Informe Executivo de Energias Renováveis do mês de julho, publicado pela SDE, os complexos eólicos já investiram R$ 15,4 bilhões em 20 municípios, gerando mais de 28 mil empregos diretos na fase de construção. “A consolidação da energia gerada pelos ventos no Estado é, sem dúvida, um grande orgulho para todos os baianos. O vento, que gera energia limpa, alimenta esperanças e sonhos, transforma vidas e proporciona renda e empregos para a população”, ressaltou João Leão.

Em Morro do Chapéu, a Enel Green Power – uma das empresas que investem em ações de desenvolvimento social no Estado – apoia a comunidade Queimada Nova, que fica no entorno da planta eólica. Através do projeto “Empodera, Morro”, as mulheres aprenderam a utilizar a matéria prima local (tapioca e leite de coco) para fabricar diversas receitas de biscoitos. Elas receberam todos os insumos necessários para iniciar a produção e a venda dos produtos possibilitou a compra de um forno. “Mudou a vida de muitas mulheres, aprendemos muitas coisas boas. Hoje nós podemos chegar para um filho nosso e falar: eu sei a receita de um biscoito. Então, é uma coisa muito importante. É muito forte. Hoje lugar de mulher é onde ela quiser”, declarou a moradora Faraildes Queiroz.

A especialista em Sustentabilidade da Enel, Deise Damasceno, fala sobre como se deu a identificação com o “Empodera, Morro”.  “Quando a gente chegou em Morro do Chapéu, mapeamos diversas iniciativas que tivessem a ver com a criação de valor compartilhado. E vimos que este projeto tem tudo a ver com os valores da Enel: de empoderamento da mulher e apoio à diversidade”, disse, destacando que a empresa já destinou cerca de R$ 51 milhões no setor de investimentos sociais externos.

Já no município de Umburanas, o sonho da comunidade de Rodoleiro de ter uma horta comunitária foi realizado pela Engie Brasil Energia. “A energia eólica trouxe o para nosso povoado uma sede para a associação de moradores e possibilitou a implantação de uma horta, que era o sonho de toda uma vida e que nos proporciona uma alimentação saudável, além de ter empregado muitas pessoas”, disse o morador Robeilton da Silva. Os moradores da comunidade de Barriguda do Lima, no mesmo município, por sua vez, foram beneficiados com o projeto de Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Muitos moradores que não tinham oportunidade de emprego, passaram a ter com a chegada do parque eólico. Além disso, falar do projeto de alfabetização é uma honra muito grande porque eu não sabia ler e hoje sei ler e escrever”, revelou a também moradora Aurelina Cunha.

         

O diretor-presidente da Engie, Eduardo Sattamini, destacou que a empresa investe em projetos sociais porque entende o importante papel que exerce nas comunidades que cercam seus empreendimentos. “Atuar com responsabilidade social não é uma obrigação, mas sim parte do nosso DNA e da cultura da empresa. Projetos como o EJA e as hortas mandalas são bons exemplos de como podemos impactar positivamente na qualidade de vida das pessoas, contribuindo para um presente e um futuro melhor. Esta postura é amplamente reconhecida pelo mercado, que nos aponta como uma empresa transparente e de forte caráter social”. Segundo o gestor, a Engie investiu, em 2018, R$ 17,3 milhões em áreas de Educação, Saúde, Infraestrutura (pavimentação), Esporte e Lazer, bem como na geração de renda e em planos diretores e de gerenciamento de resíduos sólidos.

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