VENENO NAS ESCOLAS

14 de março de 2015 \\ O Bispo

Meus pais criaram dez filhos. Todos saudáveis. Cardápio: leite (natural) batata
 
doce, feijão, arroz, carne, pão de milho, farinha, frutas, verduras, peixes, galinha e 
 
ovo caipira e banhos frios. Hoje, crianças estão sendo silenciosamente envenenadas 
 
por ingerirem bebidas e comidas nocivas.
 
A VENDA de refrigerantes e alimentos gordurosos nas cantinas escolares é um tema 
 
polêmico no Brasil. Iniciativas, para barrar a prática, vêm sendo discutidas há anos 
 
pelas classes políticas, sem que haja qualquer tipo de decisão. A idéia é garantir uma 
 
alimentação mais saudável nas escolas.
 
O SENADO Federal, há mais de seis anos, concluiu a votação de um projeto de lei que 
 
proíbe cantinas e lanchonetes existentes em escolas publicas e privadas de comercializar 
 
bebidas com baixo teor nutricional, como refrigerantes ou alimentos com altos níveis 
 
de açúcar e gorduras saturadas. Mas o projeto precisa ser aprovado pela presidência da 
 
República para virar lei. 
 
DE ACORDO com o Manual de Cantinas Saudáveis, editado pelo Ministério da Saúde, 
 
o conceito de alimentação saudável deve enfocar o resgate dos hábitos alimentares 
 
regionais, estimulando o consumo de alimentos como frutas, legumes, verduras, grãos 
 
integrais e leguminosas. Porém, não é bem esse tipo de alimento que se encontra em 
 
muitas cantinas escolares. Refrigerantes e salgados como coxinhas, empadinhas e pizzas 
 
enroladas são os itens que mais despertam o paladar das crianças.
 
EMBORA a legislação de muitos países já proíba publicidade de alimentos prejudiciais 
 
à saúde das crianças, o governo brasileiro teima em ficar submisso à pressão das 
 
empresas produtoras, que nem sempre visam a saúde das crianças. Reluta em assegurar 
 
qualidade de vida de nossas crianças e da população. No Brasil, trinta por cento das 
 
crianças apresentam sobrepeso e quinze por cento delas já são obesas. Uma das causas é 
 
a merenda escolar.
 
A MAIORIA de nossas escolas ensinam quase tudo, menos educação nutricional. 
 
Ninguém recorre todos os dias a seus conhecimentos de história ou química, faz 
 
operações algébricas ou fala em idioma estrangeiro. No entanto, todos nós comemos 
 
várias vezes ao dia. E, em geral, o fazemos sem critério e noção de como o organismo 
 
reage aos alimentos, e em que medida são benéficos ou prejudiciais à nossa saúde. 
 
Cuidar da saúde de nossas crianças é tarefa de todos: pais, educadores, autoridades... É 
 
urgente agir para que não aumente a quantidade de veneno nas escolas.

O Bispo