Quem mata mais?

05 de junho de 2019 \\ O Bispo

Por decisão da ONU, no dia 31 de maio, comemora-se o Dia Mundial de Combate ao Fumo. Oito em cada dez pessoas que morrem por doenças respiratórias crônicas, são fumantes. Os fumantes sabem que o fumo é prejudicial e por que não param de fumar?

NO BRASIL, o número de fumantes chega a 35 milhões e no mundo inteiro a cifra chega a um bilhão. O cigarro mata mais que o trânsito, mata mais que o câncer – de quem é parceiro – mata mais do que a AIDS, mata mais que as guerras, mata mais da cocaína e crack. O cigarro, em média, reduz a vida de seus fumantes em 22 anos DE ACORDO com o Instituto Nacional do Câncer, o cigarro está relacionado com os cânceres de pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, bexiga, pâncreas, fígado, colo uterino, cólon, reto e até mama. O tabagismo é a principal causa de problemas cardiovasculares e respiratórios.

EXISTEM, no cigarro, muitas substâncias nocivas à saúde. Mesmo assim milhões de brasileiros continuam fumando. Será que o fumante sabe que o cigarro diminui a disposição física, reduz a capacidade pulmonar e o apetite, leva ao enfisema pulmonar, aumenta o risco de derrame ou ataque cardíaco e mata?

MUITOS não conseguem parar de fumar na primeira tentativa. Paciência. É preciso tentar uma, duas ou mais vezes. A decisão vai amadurecendo. Ao lado disso, é sempre bom mentalizar os benefícios que virão, como: recuperação do sabor das comidas, sentir o prazer do perfume, expressivo aumento do vigor físico, um sono mais repousante e uma vida saudável.

A CADA DIA, milhares deixam de fumar, mas a propaganda tenta manter seu império, conseguindo novos fumantes, especialmente jovens e mulheres. Todos estão de acordo: não fumar é melhor que fumar. No entanto, milhões insistem, prejudicando seu bolso, a duração e qualidade de sua vida e a vida dos outros.

EXISTEM no mercado, atualmente, medicamentos e técnicas que ajudam a pessoa a superar as dificuldades iniciais para deixar de fumar. O método mais eficaz tem sido a psicoterapia de grupo, que segue os mesmos padrões adotados pelos Alcoólicos Anônimos. Eles realizam reuniões nas quais os participantes contam suas dificuldades e suas conquistas.

O Bispo