As lições de Suzano

29 de março de 2019 \\ O Bispo

A tragédia, na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, resultou na morte de cinco alunos, duas funcionárias, um comerciante e dos próprios autores do atentado. O que Suzano nos faz pensar? Que lições podemos tirar desse acontecimento? 


ATÉ POUCO tempo, a criança tinha pouca “autoridade” na família. Hoje, em contrapartida, ela manda mais do que deveria mandar. Isso é um erro grave, pois dizer “não” faz parte da educação. É necessário fazer os filhos entenderem que nem tudo é como eles pensam ou querem. Há crianças, hoje, que, de seus 7 ou 8 anos, proclamam:  Mãe, você não manda em mim! Pior do que isso é quando os pais aceitam essa tirania infantil.  A tirania se manifesta também na escola, quando o professor(a) parece ser o último a mandar. E muitos país, autorizam a rebeldia dos filhos, colocando-se contra os professores.  


PAIS E FILHOS,  professores e alunos não são iguais. Não se trata de autoritarismo, mas sim, de entender os papéis de cada um. Não adianta querer ser “amiguinho” do  filho ou do aluno,  tratado-o em pé de igualdade. Aí vem o centro da questão: Lembre-se de que ser amigo do seu filho ou do seu aluno é ajudá-lo a ser pessoa certa para si mesmo e para a sociedade. Há necessidade de fazê-los compreender que têm deveres e responsabilidades e esses os ajudarão a serem cidadãos responsáveis, honestos e justos. Quando os limites não são fixados  estamos  criando  egoístas  e  irresponsáveis.


O PADRE Fábio de Melo, refletindo a tragédia de Suzano, escreve: “os meninos não mataram porque o porte de arma é um projeto do atual governo. Os meninos mataram porque jogavam jogos violentos. Os meninos não mataram porque a escola foi omissa. Os meninos não mataram porque sofreram bullying... Eles mataram porque as famílias estavam desestruturadas e fracassadas, porque não se educa mais em casa, não se acompanha mais de perto.

A TECNOLOGIA substitui o diálogo, presentes compram limites, direitos e deveres e não há o conhecimento e respeito a Deus. Precisamos parar de nos omitir, de transferir culpas. A culpa é minha, é sua, de todos nós! “A violência é o desdobramento de carências afetivas, da necessidade de ser visto e notado, ainda que da pior maneira”. As armas não matam, o que mata é a ausência de amor!”

O Bispo